terça-feira, 22 de agosto de 2023

Dia dos pais

 Neste domingo de sol suave, o aroma do café se mistura ao som das risadas que ecoam pela casa. O dia dos pais se desenrola, trazendo consigo não apenas a alegria da comemoração, mas também uma oportunidade para reflexões profundas. Entre os muitos instantes que marcaram essa manhã, destaca-se uma fotografia que capta a essência do amor e do aprendizado ao lado dos meus pais.
Na imagem, compartilhada com carinho no grupo da família, encontro meus pais sorrindo, abraçados, com olhares que parecem contar histórias de anos compartilhados. O passar do tempo se revela nos traços de seus rostos, nos cabelos que agora carregam vestígios prateados, mas o amor que os une permanece tão vibrante quanto sempre. É como se aquela fotografia transcendesse o papel, encapsulando a jornada de dedicação e ensinamentos que meus pais me proporcionaram.
Olhando para essa cena, reflito sobre os muitos aprendizados que eles me transmitiram ao longo dos anos. A paciência incansável, o apoio incondicional e a sabedoria que apenas a experiência pode trazer. Cada lição, por vezes acompanhada de desafios, moldou não apenas meu caráter, mas também a forma como enxergo o mundo ao meu redor. Esses ensinamentos são como presentes atemporais, cujo valor se aprofunda com o passar dos anos.
E, é claro, não posso deixar de mencionar o afeto que nutro por meus pais. É uma mistura de gratidão, respeito e um amor genuíno que cresce a cada dia. Eles são a base sólida sobre a qual construí minha vida, sempre prontos a oferecer conselhos, apoio e um abraço acolhedor nos momentos difíceis. Essa fotografia, esse momento, é uma lembrança tangível desse vínculo especial que compartilhamos.
Hoje, mais do que nunca, é o momento perfeito para expressar a eles o quanto são admirados e queridos. Feliz Dia dos Pais, queridos pai e mãe! Que este dia seja repleto de sorrisos, gratidão e momentos que reforcem o amor que nos une. Que possamos continuar construindo memórias que serão guardadas em fotografias e, acima de tudo, em nossos corações.


Uma jornada

 Ela começou a refletir sobre como havia se perdido ao longo do caminho, se esquecendo de suas próprias necessidades e desejos. Como havia se distanciado de seu próprio corpo, deixando de cuidar dele e de dar-lhe o devido respeito. Ela se sentiu triste e frustrada consigo mesma, mas também motivada a mudar.
Foi um processo difícil, mas ela começou a se conduzir para dentro da vida. Ela passou a prestar atenção em suas emoções, a identificar seus desejos mais profundos e a se permitir viver de acordo com eles. Ela começou a cuidar melhor de seu corpo, alimentando-se de forma saudável, praticando exercícios e descansando o suficiente.
E a cada instante, ela se deu o lugar que lhe correspondia. Ela parou de se diminuir diante dos outros e começou a reconhecer sua própria importância. Ela passou a se valorizar e a exigir respeito em suas relações pessoais e profissionais.
Ela percebeu que essa jornada não era fácil, mas era necessária. Ela havia descoberto que conduzir-se para dentro da vida era uma forma de se conectar consigo mesma e com o mundo ao seu redor de uma maneira mais profunda e autêntica. E ela sabia que valia a pena cada esforço e cada lágrima derramada, pois agora estava vivendo a vida que sempre quis viver.

Sobre a resiliência

Fortalecer-se é um processo fundamental na jornada da vida. É uma busca contínua pelo desenvolvimento pessoal e pela construção de uma base sólida que nos permita enfrentar os desafios e adversidades que encontramos ao longo do caminho. Fortalecer-se não se trata apenas de adquirir força física, mas também de cultivar a resiliência, a coragem e a determinação interior.
Para se fortalecer, é necessário olhar para dentro de si mesmo e buscar entender suas próprias fraquezas e limitações. Reconhecer áreas em que precisamos melhorar e estar disposto a enfrentar os obstáculos que se apresentam é o primeiro passo nesse processo. O autoconhecimento é uma ferramenta poderosa, pois nos permite identificar nossas crenças limitantes e padrões autodestrutivos, possibilitando que trabalhemos neles e os transformemos.
Além disso, fortalecer-se requer a disposição de sair da zona de conforto. É nos desafios e nas situações desconhecidas que encontramos oportunidades de crescimento e superação. Ao abraçar novas experiências, expandimos nossos horizontes e desenvolvemos habilidades que nos tornam mais capazes e confiantes.
Outro aspecto importante para fortalecer-se é cercar-se de pessoas positivas e encorajadoras. Relacionamentos saudáveis e de apoio desempenham um papel fundamental no nosso crescimento pessoal. Busque pessoas que acreditem em você, que o incentivem a alcançar seus objetivos e que o ajudem a manter o foco mesmo diante dos desafios.
Fortalecer-se não é um destino final, mas sim um processo contínuo ao longo da vida. É importante lembrar que, mesmo diante de falhas ou momentos difíceis, cada obstáculo é uma oportunidade para aprender e crescer. A jornada de fortalecimento pessoal é desafiadora, mas os benefícios são imensuráveis. Quando nos fortalecemos, nos tornamos mais resilientes, confiantes e capazes de criar a vida que desejamos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O TEMPO DAS COISAS - Ana Jácomo


Poderíamos, com mais frequência, tentar deixar a vida em paz para desembrulhar suas flores no tempo dela, no tempo delas, e, em alguns momentos, nem desembrulhar. Apesar da nossa cuidadosa aposta nas sementes, algumas simplesmente não vingam e isso não significa que a vida, por algum motivo, está se vingando de nós. Há muito mais jardim para ser desembrulhado.
Poderíamos, mais vezes, tentar respeitar os dias e as noites das coisas, os sóis e as luas de cada uma, os amanheceres, os entardeceres, as madrugadas, a sabedoria reparadora e tecelã dos intervalos, as estações todas com seus jeitos todos de dizer. Percebermos, mais vezes, a partir da nossa própria experiência humana, que tudo o que vive, queira ou não, está submetido à inteligência natural e engenhosa das fases. Dos ciclos. Da permanente impermanência. Da mudança.Poderíamos, amiúde, tentar desviar nossa atenção do relógio perigoso da expectativa, geralmente adiantado demais. Aquele tal cuja velocidade transtornada dos ponteiros costuma apontar para o tamanho e a urgência das nossas carências. Para a necessidade de preenchimento imediato e contínuo do que chamamos de vazio, às vezes porque é, às vezes por falta de palavra melhor. Aquele tal relógio que geralmente só antecipa frustração e atrasa sossego. Aquele tal que costuma só fomentar dificuldades e alimentar fomes.
Mas, não. A crisálida ainda está se acostumando com a ideia de ser borboleta e já queremos que voe. A flor ainda é botão e, em vez de apreciá-la como botão, ficamos apressados para vê-la desabrochada. O fruto ainda precisa amadurecer, mas o arrancamos, verde, do pé, por mera ansiedade. Ainda é a vez do tempo estar vestido de noite, mas queremos que se troque rapidinho para vestir-se de manhã.
Nossa impaciência, nossa pressa àvida pelo resultado das coisas do jeito que queremos, no tempo que queremos, geralmente altera o sábio fluxo do tempo da vida e o desdobramento costuma não ser lá muito agradável. Não é raro, nós o atribuímos à má sorte, ao carma, ao mau-olhado. Não é raro, culpamos Deus, os outros, os astros, os antepassados. Não é raro, é claro, nós ainda nos achamos cobertos de razão.
Esse é um dos capítulos mais difíceis do livro-texto e do caderno de exercícios: o aprendizado do respeito ao sábio tempo das coisas.

sábado, 30 de novembro de 2019

Parar um pouco o relógio – solução?


Aos sábados ela encontra inspiração. Na verdade nunca soube por quê, nestes dias, em específico, há tanto o que falar. Por vezes, pensa que talvez seja tão-só o acúmulo de muitas coisas – ditas e não ditas; ocultadas, de certo, pouco refletidas.
            É estranho pensar assim, contudo talvez seja mesmo a correria da semana, as prioridades que a gente acha que deve dar a algumas coisas. Refletir, pensar, parar um pouco o relógio – solução?
Aos sábados ela encontra espaço. Para ela é dia de acordar tarde: 11h da manhã no mínimo. Acorda, olha pro lado, vê o amor de sua vida ali também, dorme feito anjo. Não, é feito coala mesmo! Hiberna. Eles pegam no celular poucas vezes ao dia – primeira mensagem dela: sua mãe. Dá-lhe bom dia! E a abençoa com preces ao Criador.
Outras mensagens começam a entrar... Amigos, familiares, com aquele desejo de “bom dia, e bom final de semana”.
            Aos sábados, veem pouca televisão. Na verdade quase nunca ela é ligada! Filmes e séries são visitadas aos sábados – um filme, um clássico que sempre quiseram ver ganha seu espaço e atenção, especialmente, nesse dia da semana. Café às 11h30, almoço às 14h30, só aos sábados.
            Final da tarde, ela, um pouco cansada, mas ainda procura algo a fazer... apanhar roupas no varal, por mais roupas na lavadeira, ir ao mercado, preparar o jantar... e, finalmente pensa: poxa, o sábado acabou.
À noite, ele, joga vídeo game, na semana parece difícil fazer coisas assim, vida de adulto. Ela, deixa o silêncio dentro de si tomar espaço, músicas de uma playlist que lhe traz tranquilidade, reflexão, paz interior, alento, descanso, pensamentos e pensamentos que invadem e aquela lembrança e aquele aconchego que só alguns, os de intensidade, pode sentir. E ela vê que não consegue mais pensar em outra coisa e tampouco sabe no que estar a pensar... apenas para, ouve as canções, e se sente calma, leve, esperançosa, e ao mesmo tempo agradecida por tudo.
Sente-se grata pelos dias difíceis, pela rotina, pelo que conquistou e pelo que estar a viver. Vê gratidão até pelos medos do dia a dia e pela fraqueza que as vezes ronda um dia ou dois na sua semana e então, lembra do quão vívido e raro é sentir tudo isso e ao mesmo tempo, vê sua fé, que ainda pequena exala e exala calmaria, esperança, gratidão. Lembra das coisas boas também, dos acontecimentos que trouxeram alegria e das vivências.
Ali, estão novamente, prontos para uma nova semana. Conversam sobre planos, conversam, leem algo juntos, riem...  não só aos sábados, diariamente.


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Sobre realizar-se



Tenho encontrado pessoas bacanas por aqui. Dia desses me surpreendi com um pássaro. 
- Espera um pouco, preciso falar desse pássaro, breve voltarei falar de pessoas.
Eram aqueles comuns, talvez uma rolinha comumente conhecida como rolinha-roxa ou rolinha-vermelha. Estávamos no carro, parados no semáforo. De repente uma rolinha estava no capot de um automóvel ao lado. Lá ele permaneceu enquanto o carro estava parado... o sinal abriu e lá foi ele, seguiu viagem. Não sei se ele pertencia a família e estava apenas dando um passeio, porque lá se ia durante um longo caminho. E não importava se a velocidade ou a força do vento arrancasse as “asinhas”, ele apenas gostou daquela carona.
Lembrei deste episódio essa semana, porque tava pensando na sorte que tenho em conhecer pessoas de bem. Elas te impulsionam e te motivam. Estão na mesma sintonia, enxergam a mesma esperança!
Fiz alguns convites a colabores que poderiam ajudar numa causa e olha que fui atendida em todas elas! Isto me anima, assim como aquela rolinha que viu empecilhos e mesmo assim continuou a acreditar na bondade humana. Se você tem propósitos e acredita no quanto algo será benéfico para alguém ou algum grupo de pessoas - eu falo de coletivo mesmo - vá longe! Persiga na busca por pessoas que podem unir forças a você.
A rolinha-roxa é uma das primeiras especies brasileiras a se adaptar ao meio urbano, é a mais comum em boa parte das grandes cidades. Engraçado, elas gostam de estar perto dos humanos, em espaços que são totalmente alterados pelo homem e são diferentes do próprio habitat original da espécie.
Percebe como essa ave é exemplo para nós?

Estou inclinada a crer que sim.
Por mais que as vezes, queiramos deixar de acreditar que a bondade existe - ainda tem gente lá fora precisando do seu exemplo e de um toque para juntar-se a você. Acredite. 
Será que somente eu penso assim...?