domingo, 26 de fevereiro de 2017

Para quem gosta de 'me ler' e sabe bem onde me encontrar



Um momento. Espere minha paciência e resiliência voltarem ao normal. Tudo bem, voltei!
Tem sido assim nos últimos meses – eu numa luta comigo mesma. Ouvi dizer que não seria fácil ou seria difícil demais lidar com o desemprego. A gente vê por ai, não tão longe de nós e, não estou dizendo para lembrarem das estatísticas dos telejornais nem mesmo o que a mídia nos diz... Falo mesmo é do vizinho ao lado, do primo, colega, tio, tia, irmão, irmã que estão sem trabalho. O mercado está cheio de gente e ainda falta espaço. Pois é. Isso mesmo, tempo bom era quando estávamos na faculdade, quando tinha atividades a cumprir, quando tínhamos aqueles momentos de felicidade ao sermos agraciados com um trabalhinho extra, como um estágio remunerado etc. Mas então saímos formados enfim, temos em mãos o Diploma e um registro profissional. Aí nos deparamos com a falta de oportunidades ou melhor, os “nãos” de inúmeras entrevistas dadas, porque simplesmente não temos experiência. E não adianta, porque a discussão será a mesma, todos vão contestar no mesmo detalhe... e você e, eu e todo o mundo vai falar num coro só: “poxa, como vamos ter experiência se não nos é dada oportunidade?!
Então vem os concursos, e sim, em sua maioria são poucas vagas de fato, e sim, alguns deles também vão ter como requisitos a tal da experiência, provas de títulos e blá blá blá! Você não só se sente sem rumo, sem luz, seja lá o que for: opções! Isso... a palavra certa: OPÇÕES. Pois bem, este é o meu estado real. Me formei e, desde então tenho feito seleções na tentativa de mestrado, de concursos públicos, seja em minha área ou em outra de nível médio, envio currículos, acompanho sites de emprego etc. tenho feito seleções e entrevistas quando me retornam. E claro, se tens motivação, tens tudo! Eu ouço isso, eu falo isso para mim todas as manhãs, é quase que uma ladainha proferida por meu cérebro, mentalizada automaticamente em meus sentidos.
Contudo, tem sido difícil. E sei também que não sou a única a estar passando por esta fase. No entanto, às vezes falta-me motivação, força e perseverança naquilo que tenho que fazer: estudar. Tenho dito que devo ser sim, o melhor, ser meu próprio exemplo. Eu já me frustrei tanto e nem sei como tenho suportado. Primeiro o fato de ter voltado ao que era antes -  alguém que não tem mais uma certa “autonomia” em alguns sentidos. Foi e tem sido uma mudança a qual ainda não me adaptei. Mas é para isso que é dado o dia, o presente: a gente evolui, tenta se tornar uma espécie de ser que vai amoldando-se a tudo... seria habituand0-se(?) a essas situações que chegam e que a vida tem que acontecer em seu curso.
No meu cronograma semanal, sim, porque uma coisa que aprendi e que de fato, tenho aprimorado é seguir uma agenda ou cronograma. É como um planejamento do seu dia em que você apenas se vê com uma rotina pronta. Relutei durante um tempo na ideia de não deixar-me ser rotineira, mas é isso! Concurseiro tem rotina! E sim, deve ser fiel a ela. Hora para acordar. Hora de atividade física. Hora de puder ouvir música e, a hora de SBC = sentar bunda cadeira. Horas em uma cadeira lendo, relendo, revendo, revisando, assistindo a mesma aula, enfim é isso em resumo.
E se, tu não tens uma alegria diária, um combustível ou alguém que lhe pergunte como foi seu dia, mesmo sabendo que a reposta será a mesma, porque não há tantas novidades na vida de alguém que está apenas focado e desligado em tudo o mais fora de sua ‘caverna’ – o meu quarto.
Eu diria que, tenho algumas alegrias sim... na maioria das vezes! Tenho dois serzinho de alma bonita (uma de dois anos de vida e outro de quatro anos) são os meus sobrinhos. Eles são como aurora, aquela claridade que aponta o início da manhã, antes do nascer do Sol, depois de uma noite demorada e sombria de pura insônia. Tenho amigos que posso contar e, claro por vezes ‘murmurar’ por sentir-me cansada e, sem esperança -  eles me entendem e me animam e fazem voltar-me a si e acreditar mais em mim. Tenho também um companheiro (temos nossa história de quase 4 páginas, isto é quatro anos vividos de cumplicidade e entrega de sonhos mútuos e planos). Neste último ano, estivemos separados, meio que um namoro à distância, de espera por dias melhores. Ele é a melhor pessoa que conheci, de uma sabedoria ímpar e de garra exemplar em tudo a que se propõe fazer e seguir. Tem sido meu acalento e alento nas maiores proporções que possas imaginar, meu melhor descanso para alma, mesmo na distância posso sentir seu ombro para encostar-me e puder descarregar muitas coisas. E claro, uma família que me dão conforto no silêncio e compreensão de mim mesma.
Veja, tenho muitos sonhos, planos, até que tenho vários... mas tenho também medo. E a gente lida por vezes com muitas coisas e, que só a gente sabe, entende?
Então, todos os dias como qualquer outra pessoa deve seguir tentando enxergar beleza, vivo perseguindo o que acredito ser capaz. Engolindo alguns sapos e construindo coisas grandes com as pedras jogadas! É difícil dizer que nunca pensei em desistir. Sim, já pensei. Mas lembro do quanto lutei, pelas coisas que passei, e dos exemplos de pessoas que estão ao meu redor... digo que não vou desistir. E aquela velha frase que ouço e que retruca de muitas pessoas próximas a mim: “a hora vai chegar, e tem algo bom para você... verás! ”.  Tomo a partir de cada ‘não’ recebido um radar, uma largada e uma linha que se torna cada vez mais próximo da chegada enfim.
Não prometo que vou escrever todos os dias, mas aqui vai mais um texto, depois de 4 meses sem escrever  neste blog (não tanto-diário), para quem gosta de ler ou me ler e sabe bem onde me encontrar.

   

domingo, 30 de outubro de 2016

Trem bala - ANA VILELA

Eu nem sei o que escrever. A música já fala tanto, não é mesmo?
Uns 20 versos ou mais carregados de verdades! 
E essa melodia? O que dizer..? 

Fala de instantes, fala de cuidado, fala da felicidade!
Fala de afeto, sonhos, alegrias!
Fala daquela certeza, sabedoria de quem têm fé e acredita que, há alguém maior zelando por nós.
Fala desses momentos que, por vezes, nem nos damos conta que passa!
E é tão bom saber que podemos ter aqueles que nos oferece abraço, carinho gratuitamente!
E, é lindo reconhecer aqueles que realmente estão conosco e nos mostram sua alma - e, permitem-nos mostrar a nossa também!
Afinal, a vida é trem bala - nós não somos perenes passageiros.

(Já escrevi ssobre o trem, clica no link...)




domingo, 16 de outubro de 2016

Retalho da obra de Aldous Huxley - Portas da Percepção

Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre, e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós. Os mártires penetram na arena de mãos dadas; mas são crucificados sozinhos. Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados em uma única autotranscendência; debalde. Por sua própria natureza, cada espírito, em sua prisão corpórea, está condenado a sofrer e a gozar em solidão. Sensações, sentimentos, concepções, fantasias - tudo isso são coisas privadas e, a não ser por meio de símbolos, e indiretamente, não podem ser transmitidas. Podemos acumular informações sobre experiências, mas nunca as próprias experiências. Da família à nação, cada grupo humano é uma sociedade de universos insulares.

Muitos desses universos são suficientemente semelhantes, uns aos outros, para permitir entre eles uma compreensão por dedução, ou mesmo por mútua projeção de percepção. Assim, recordando nossos próprios infortúnios e humilhações podemos nos condoer de outras pessoas em situações análogas; somos até capazes de nos pormos em seu lugar (sempre, evidentemente, em sentido figurado). Mas em certos casos a ligação entre esses universos é incompleta, ou mesmo inexistente. A mente é o seu campo, porém os lugares ocupados pelo insano e pelo gênio são tão diferentes daqueles onde vivem o homem e a mulher comuns que há pouco ou nenhum ponto de contato na memória individual para servir de base à compreensão ou a ligações entre eles. Falam, mas não se entendem. As coisas e os fatos a que os símbolos se referem pertencem a reinos de experiências que se excluem mutuamente.

Contemplarmo-nos do mesmo modo pelo qual os outros nos veem é uma das mais confortadoras dádivas. E não menos importante é o dom de vermos os outros tal como eles mesmos se encaram. Mas e se esses outros pertencerem a uma espécie diferente e habitarem um universo inteiramente estranho? Assim, como poderá o indivíduo, mentalmente são, sentir o que realmente sente o insano?

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Obrigada por suas canções

É com pesar que escrevo este texto.
Hoje, partiu para outra dimensão, mais um (grande) cantor e compositor brasileiro.
Vanderli Catarina, mais conhecido como Vander Lee.
Nasceu em Belo Horizonte, em março de 1966.
Foram 19 anos de carreira.

Conheci suas músicas, ainda quando fazia o ensino fundamental... Um professor, o qual admiro muito, não só pelo ser que é, pelo excelente mestre na Língua Portuguesa e Literatura... Sim, ele cantava em sala de aula! E declamava lindas poesias, ele esbanjava/esbanja um talento lindo!

Cantava em sala de aula, dentre outras canções da MPB, as belas canções do Vander Lee.

Passei a gostar do cantor e de suas músicas - ouço-as lendo as letras.

Conheci um amigo, que também me fez gostar mais ainda desse grande cantor. Compartilhou comigo (via e-mail - zipado) vários discos.

Sem mais... Não saberia falar do Vander Lee, da pessoa dele ou de como ele é. Nunca fui a um show ao vivo... vontade não faltou! Mas não tenho dúvida que foi um grande homem por aqui! 

Que os anjos o receba com flores e belas canções... ao eterno Vander Lee, obrigada por suas canções!






terça-feira, 28 de junho de 2016

Não, não pararei

Aqui pensando com meus botões... Nessas tantas ou poucas ou visíveis e até invisíveis oportunidades que surgem em nossa vida. Nos preocupamos por demasia no amanhã e então a gente pensa que se começarmos algo  novo irá de alguma forma atrapalhar o andar da carruagem. E "a gente" demora a perceber que tudo (T U D O) que realizamos, começamos, escolhemos ou se agarrarmos as oportunidades: o presente - será só mais algo novo; novas chances; novos rumos - é algo mais a acrescentar àquilo que já somos/tornamos. Aquilo que tu és!

terça-feira, 14 de junho de 2016

brincando com a Língua Portuguesa. Ou melhor, com a Gramática... ou não seria os dois?

O assassino era o escriba
Paulo Leminsky


Meu professor de análise sintática era o tipo do
sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto
adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas
expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.