quinta-feira, 24 de maio de 2012

A força precisa


Você pode acordar um dia e sentir-se bem. Você também pode um dia acordar e falar que hoje é seu dia. No entanto, quando não ocorrer o normal, e você sentir-se fraco, derrotado, e cansado, fique calmo; logo, logo virá uma razão para que você mude de ideia e diga “isso não é de mim, sai semblante feio que não me pertence, eu não acordei hoje por acaso, eu ainda não estou aqui neste mundo mais um dia por acaso!”.


Virá um som, virá uma luz que te fará acreditar novamente neste novo dia...
Sente-se, agradeça ao Pai e peça-Lhe forças, que renove suas forças, sua fé. Abra a janela do seu quarto e veja o dia, veja-o como o mais lindo dia, mesmo se estiver nublado e sem cores, faço-o o mais belo dia!
E diga: restaura-me, que eu confie mais e mais, pois sei que Tu fazes imensuravelmente mais e mais. E ao sair de casa, lembre-se que há pessoas que precisam do seu sorriso, por isso, sorria sempre...

Unbreak Me - Restaura-me


Eu estou tão quebrada,
Já fiz isso de novo e não vai ser longo
Até estou presa com minhas defesas,
Parece que eu não sou sempre tão forte.
Estou com medo e com manchas e o que está feito permanecerá.
Você vê, eu caí e estou chamando por socorro.

Aqui estou eu
Eu preciso que Você me salve
Eu preciso que Você me levante do chão
Meu coração está morrendo pra ser encontrado
Tudo que sou
Está desesperadamente à procura
Extremamente sedento
Por Seu amor
Você poderia apagar o que eu fiz
E me restaurar?

Assistindo a poeira se acumular em meu frio e solitário coração
Se apenas eu soubesse o que eu iria perder no início
Porque essas lembranças, tomam o controle de mim
Enquanto estou deixando a vida escapar
Coisas que tem que mudar, eu quero ver um novo dia.

E são nossas peças quebradas que Você toma e restaura
Quando aprendemos a confiar, Você faz imensuravelmente mais.

sábado, 19 de maio de 2012

A renovação nossa de cada dia



“(...) que aquilo era só mais uma oportunidade de estar com ela (...)”

Saio do lugar onde estou e acelero o passo aos objetivos. Até então estou segura, aliás, sinto-me sempre segura. Cheguei a pensar que não conseguiria sozinha; o medo não está mais em mim. Isso é bom, a partir do momento em que reconheci que a confiança deve permanecer mais em mim do que nos outros, eu aprendi que devo confiar em mim primeiro. Só assim, meus medos não andarão comigo (meus não! Nunca mais – risos’) *.
Tempos atrás me questionavam porque a minha mãe andava sempre comigo, ao meu lado; para minha mãe, o motivo era simplesmente de eu não querer estar sozinha; andar sozinha. Para mim, confesso que no início essa também fora minha explicação. No entanto, passei a responder, que aquilo era só mais uma oportunidade de estar com ela, de mãos dadas e sob seu olhar. Certo dia  precisei estar longe dela, as únicas coisas que nos aproxima são os chocolates diários, as lembranças, sua voz do outro lado da linha... Isso me renova a cada dia.
E cada vez mais, a todo instante, sempre quando a quero perto de mim, ligo e falo: “Oi Mãe!” porque se não o faço, é difícil manter em mim o rosto limpo – que embaçados pela saudade, meu olhar que agora não fitos mais nos dela, começam a jorrar água.
E então me contento em saber que a tenho comigo, para todo o sempre.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Do que sei (dos escritos guardados)


Não saberia  o que penso no memento em que estou agora a pensar. É contraditório a partir de tudo que me imagino. Mas não seria se não estivesse confusa; porque é como estou me sentindo agora.
E o que penso, na vida? No que conquistei ou no que conquistarei? Será que conquistei algo? E logo quando penso assim, sou obrigada a confirmar que sou insegura. Mas é o que sou! E não mudou. Segue ainda continuamente esta insegurança que me atrapalha em tudo. Mas há muito tempo me convenci de que conquistei muitas coisas. O que de fato é verdade. Antes de tudo, eu não era o que sou hoje, houve tempos em que determinei que devesse lutar, e lutei. Houve tempos em que cheguei a pensar em sonhar, hoje sonho. Sonho com uma incansável vontade de conquistar tudo o que determinei como algo bom para mim. Cheguei a pensar em desistir. Mas o que falarei para aqueles que um dia perguntarão se tive sonhos? Que me roubaram todos, ou que esqueci no caminho que eu mesma construí? Talvez o Vander Lee fale agora por mim em sua bela canção "Alma nua":
“Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor(...)
(...)Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia(...)”

Quero poder crescer, viver tudo que me foi planejado, seja por obra Divina ou pelo destino. Quero poder sonhar com liberdade e ter a certeza de que posso conquistar todos os sonhos, até aqueles inimagináveis sonhos noturnos. Quero ter a certeza de que vivi cada passo, momento; sejam estes de derrota ou de vitórias. Só quero a certeza em meio a todas as incertezas que ainda me rondam.
“Que mudem as estações, nada mudará em mim a não ser que eu queira. Que eu tenha a certeza que o sempre não existe. De que eu possa acreditar que o que fica não mudará nunca”. 

sábado, 14 de abril de 2012

Em buasca da permanência

“É melhor ter um rendimento permanente do que ser fascinante”.

Oscar Wilde

   Tenho nesta tarde, algumas coisas a estudar ainda pendentes. Mas é inevitável não parar para escrever sobre esta frase, ou ao menos tecer um comentário!’
É quase que regra as exigências do nosso próximo quanto ao que devemos fazer ou como fazê-los. São nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos. Enfim todos ao nosso redor nos cobram e nos impulsionam de alguma maneira a fazermos algo, talvez até mesmo coisas que não queríamos, não desejamos. Mas que eles de fato, acreditam ser o melhor.

   Querem que sejamos perfeitos, acabados, primorosos, exatos, bons, completos, excelentes, extraordinários! Todos os sinônimos possíveis para então sermos fascinantes! E será que este rendimento será permanente? Passaram nisso?

    O rendimento dependerá claro, de nossas ações, nossas atitudes, nossos interesses próprios, tudo ao nosso redor só será bom mesmo, e assim permanente, se tivermos o desejo a vontade, o estimulo para tal. Não adiantaria, portanto, almejarmos o efeito fascinante da coisa, e sim o permanente.





quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jardim da vida


A vida humana pode ser comparada a uma rosa no jardim do mundo. O bebê é o botão que desabrocha, delicadamente.

Na medida em que vai se abrindo, vai descobrindo e se extasiando com o rocio do orvalho na madrugada de luz, o brilho do cristal ao toque do sol nas primeiras horas da manhã, o calor do astro rei na tarde quente.

Quanto mais se abre para a vida, mais descobertas realiza. Corajosa, a criança não lê obstáculos nas linhas da vida.
 Tudo ela tenta, experimenta, apalpa e sente. Confiante, ela estende os braços a quem lhe oferece o colo.
 Perseverante, ela insiste nas tentativas sem se considerar derrotada pela latinha que não abre, o brinquedo que não roda, o boneco que teima em não ficar de pé.
 Nenhum obstáculo a detém: uma escadaria que parece não ter fim, uma porta fechada, um portão trancado.
 Estranhamente, à proporção que cresce, parece se esquecer desse seu lado brilhante.
 Nos primeiros anos escolares, pode se mostrar fechada às novidades e até apresentar baixo aproveitamento escolar.
 Mais tarde, já madura, exatamente como o botão totalmente aberto, os bloqueios se fazem maiores. Os percalços são considerados intransponíveis.
 Enquanto envelhece gradativamente, mais entraves se coloca: minha memória não é boa. Esqueço tudo. Estou ficando velho. Deixa de cogitar de aprender algo novo. Exatamente no período em que, de um modo geral, passa a ter um tanto mais de tempo livre.

A aposentadoria chegou, os filhos se casam, as obrigações decrescem em número. Tudo o que se pensa em ter durante os anos da juventude, da madureza, agora se encontra à disposição: mais tempo.
No entanto, esse tempo é gasto em ociosidade. E se há algo que realmente faz a pessoa envelhecer é a ociosidade, a inatividade, o não fazer nada.

Enquanto a rosa no jardim vai perdendo o viço, murchando e despetalando, o homem se permite também fenecer.  Mas tudo pode ser diferente. Nunca é tarde para aprender. Envelhecimento nada tem a ver com perda de memória.

A não ser que a pessoa seja portadora de alguma enfermidade, que prejudique as funções mentais, as intelectuais, sempre é tempo de aprender. 
Absorver sabedoria dos livros, aprender a tocar um instrumento, exercitar-se numa nova língua. Tudo aquilo que não se teve tempo ou possibilidade de
 fazer antes, eis uma chance maravilhosa.Oscar Niemeyer, conhecido arquiteto brasileiro, quando alguém lhe perguntou certa vez sobre o que acharia da velhice, afirmou: "não vejo problema algum com minha idade. Nasci em 1907. Desde cedo dediquei-me a ver a poesia que vibra nas curvas das imagens, e não apenas nas linhas retas e tensas.
 Prossegui com afinco e dedicação, em busca de meu crescimento e hoje, com mais de 90 anos, posso afirmar que sou uma pessoa feliz.
 Ajudei as pessoas o quanto pude e aprendi a contemplar a natureza, de modo que todas essas coisas somadas, e muitas outras mais, me trazem a convicção da serenidade." Um conhecido locutor da televisão afirmou recentemente, aos 70 anos de idade: "tenho um projeto ainda a realizar antes de morrer. Esse projeto deverá levar 14 anos para a sua concretização. É um projeto ousado, em que estarei utilizando a minha voz, que hoje se encontra mais encorpada, mais sonora do que jamais o foi. Eu espero que o bom Pai não me leve antes. Eu desejo concluir esse projeto antes de partir."
 Isto é velhice abençoada. Isto é não murchar, embora o tempo já tenha desenhado seu mapa nas faces de quem ainda sabe sorrir para a vida, a cada amanhecer.

 E você sabia que envelhecer com dignidade é ter sempre em mente um projeto de vida para o dia que ainda não nasceu?



Momento Reflexão