sábado, 22 de agosto de 2015

Sobre bondade

Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana. (Anne Frank)

E é difícil ver a bondade no outro, lá fora ou perto de nós... Ás vezes até chegamos a pensar que não existe, não é? Não existe mais amor, não existe pequenos gestos ou pequenas atitudes que nos faça mudar de ideia quanto a existência destes sentimentos. Ela não se extinguiu – a bondade existe! 
Dia desses vi um motorista fechando a rua, para que uma mãe e seu filho passasse na faixa de pedestres. Ainda vejo pessoas ajudando uma pessoa com deficiência, seja em qualquer atitude, até no ato de atravessar a rua. Vejo idosos recebendo ajuda de alguém. Vejo gestos de carinho e amizade. Não falo de amizades que se dizem existir em alguns momentos... falo de amizades de todos os momentos (posso dizer que tenho algumas poucas deste segundo tipo). Existe pessoas que doam sangue ou até seus órgãos (mensalmente, anualmente) – eles doam vidas, salvam vidas! E isso não é fantástico? Sim, a bondade existe. 
Ela está perto, ela é presente. Ela pode ser/estar até presente em nós.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Gratidão,

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.
Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.



Ana Jácomo

terça-feira, 21 de julho de 2015

Tens muitos motivos para sorrir

           
                  Preciso de seis cordas de aço ou náilon. Uma boa música, em alto e bom som, daquelas que alcançam a alma. Um livro – seja aventura ou uma boa ficção, um romance de tirar o fôlego e, ah!, nos faça suspirar! Daqueles que não nos deixam fechar o livro ou guardar a página seguinte, porque, enfim, não dá pra esperar! Um computador, notebook ou lápis e folha, de preferência com linhas; caso não estejam nada disso por perto – um guardanapo ou folha de rascunho também servem!
            Coisas visíveis, palpáveis, que, depois de seres vivos, humanos ou aquelas pequenas borboletas lindas, soltas e livres, são as coisas mais interessantes que tomam minha atenção e meu ânimo.
            Um acorde, uma boa melodia. Um sonho distante. Pensamentos a dois, a três... Sonhos íntimos ou coletivos; uma peça pensada num dia de domingo, a tarde – você, sua família, seu animalzinho de estimação... Você, sua cama, o cheiro da casa antiga, o lençol de sua mãe, o olhar de seu pai quando lhe aprova algo.
            De vez em quando você esquece-se das coisas simples. É bom lembrar de coisas assim. Não é entediante pensar no que nos faz bem, o contrário sim. Lembra-se de seu primeiro livro? Eu me lembro do meu, mas não o tenho mais. Penso que se você guardar um livro na cabeceira de sua cama seja ele qual for, o de preferência seu predileto, você não nunca irá se sentir entediado. Experimente!
            Precisa de um motivo para sorrir? Mas você tem vários ao seu redor! Não perca isso. Não, não deixe isso morrer!


“Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.”

Salmos 126:3

terça-feira, 7 de julho de 2015

Forró e Paixão - Trio Virgulino



Um pouco de regionalismo nunca fez mal,


...o forró que aprecio ouvir.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dar vida a vida

            Sempre me perguntei como podemos ser mais seguros no que queremos. Não basta só correr atrás. É preciso agarrar-se! Talvez a vida exija mesmo um pouco de sorte.
            Ela exige que suguemos mais e mais de nós mesmos... Até no que mais desejamos e naquilo que almejamos ser ou realizar.
Sempre ouvi do meu pai, que se queremos algo, devemos “correr atrás!” 
            Ele fala isso, e com toda certeza, acredita e sempre acreditou em dias melhores. Sabe que tudo, pode sim, estar ao seu (nosso) alcance.
Só queria ao menos, ter a certeza, de que terei a mesma ousadia, a mesma força e garra em mim mesma e naquilo em que acredito.
            É pareço ter razões para desistir... Talvez até surjam umas e outras. Mas ninguém disse que estar aqui, na terra, em meio a tantas coisas, seria fácil. Já ouvi alguém dizer que “viver é o maior presente que temos”. E talvez seja mesmo. Tenho certeza disso! Algumas pessoas só existem – fazem da vida ou nada fazem para dar vida a vida que têm.
            Só quero é seguir acreditando em mim e no que sou capaz. Ter esta mesma fé de alguns que são mais fortes que eu. Daqueles que querem mudar, recuperar-se, reviver novamente, ou superar-se. Quero continuar crescendo. Quero ver o brilho nos olhos daqueles que acreditaram em mim. Mas, preciso ser mais forte. Sim, porque sinto, algumas vezes, minhas forças esvaírem-se.

sábado, 18 de abril de 2015

proposta/carta a ONU e aos Direitos Humanos

A seguinte carta se refere a uma proposta de atividade de uma disciplina da universidade. O prof. nos propôs, após uma aula bastante interessante e rebatedora de reflexões, escrevermos uma carta aos representantes da ONU, bem como dos Direitos Humanos, sobre o tratamento recebido pelas mulheres muçulmanas.



-----


Natal, 12 de março de 2015

Aos Senhores e Senhoras da ONU e Direitos Humanos,



      Não vivi a antiguidade, nem tampouco épocas milenares relatados nos livros sagrados. Vivi e estou vivendo dias de medo, repúdio, “desgosto” pela vida e pelo homem neste lugar chamado Irã.
     Vivo num continente em que a mulher conquistou espaço através da luta sim, mas que me vanglorio por isso. Foram conquistas e são ainda vitórias diárias contra o preconceito e questões de gênero. E somos reconhecidas pelo nosso valor. Aqui, no Irã, as mulheres não são tratadas como gente; não tem voz, não têm direitos ou liberdade.
Pergunto-lhes até onde o poder, o dever e a palavra da ONU e dos Direitos Humanos podem chegar? Aqui, nada chegou.
         E elas não são Humanas? Não merecem respeito ou atenção das autoridades, de segurança?
Para os homens daqui, não!
      Eles vivem e seguem suas vidas como alguém pediu que vivessem. Seguem normas, leis e preceitos de que a mulher é objeto, submissa. Nada são.
        Eu sei que os Senhores podem tomar providências, pode mudar o que vem tentando mudar. O que falta para isso? Não há justificativas. O dever é claro: lutar, defender o direito do homem, e isso cabe a todas as nações – sem distinção de cultura, credo ou cor.
         Somos humanos. Elas, estas mulheres são humanas também.
      Não consigo compreender a ideia de que o futuro não chegou para elas. O futuro, o presente século XXI está aqui – mas o passado às destrói.
      Vejo nos olhares encobertos, o medo. Vejo todos os dias mulheres apressadas e cabisbaixas. Meninas e mulheres que não falam – mas expressam no olhar o silêncio de um grito de socorro.
         Não sei até quando. Respondam-me, até quando irá persistir tal injustiça?
         Aqui, eu não sinto medo. O meu sentimento é de incapacidade.
Qual o de vocês?
Grata,


Elisângela Feitosa.