Assim como a folha encontra força no vento para seguir sem caminho, você também é capaz de enfrentar e superar seus limites. A cada passo, você cultiva o auto cuidado e descobre que sua força não tem fim.
Todo mundo carrega histórias. Algumas ficam guardadas em álbuns de fotos, outras em cicatrizes que o corpo e a vida nos deixam. A minha, marcada por uma cirurgia de hérnia de disco, é daquelas que carrego como um lembrete constante: sobreviver não era opcional, era uma necessidade.
Lembro-me da dor, intensa e constante. Não era apenas física, mas também emocional, cansativa, quase esmagadora. Passei por oito meses de luta: fisioterapia, remédios e até um procedimento que, no final, não valeu a pena. E, em meio a tudo isso, eu pensava na minha mãe, que também enfrentou a mesma batalha. Na força dela, encontrei parte da minha própria coragem.
Quando a cirurgia chegou, veio com ela o medo. Medo de que algo desse errado, medo do desconhecido, medo das limitações que poderiam ficar. Mas enfrentei. Enfrentei o medo, enfrentei as dores e, principalmente, resisti ao negativismo que, por vezes, chegava pelas palavras de quem deveria apoiar. Foi preciso fechar os ouvidos para críticas e abrir o coração para a esperança.
Hoje, ainda sinto dores. Ainda há limitações. Não é perfeito, mas é minha vitória. Estou aqui para contar que, apesar dos obstáculos, segui em frente. A cicatriz que ficou não é um lembrete de fraqueza, mas de superação. Ela me diz que resistir valeu a pena, que lutar vale a pena, mesmo quando tudo parece incerto.
A cada dia, continuo me cuidando e me fortalecendo. Sou grata por ter enfrentado esse processo, por não ter desistido, por ter escolhido lutar. E, quando olho para os meus filhos, entendo que minha força não era só minha — era também deles. Porque resistir não era apenas uma escolha pessoal, mas uma necessidade para continuar sendo mãe, exemplo, porto seguro.
Neste aniversário da minha cirurgia, celebro mais do que a vitória sobre a dor. Celebro a coragem de encarar o que parecia impossível, a força que encontrei em mim mesma e a certeza de que, por mais difícil que seja, sempre há como seguir em frente. Um passo de cada vez. Um dia de cada vez. Sempre com fé e resiliência.